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terça-feira, 14 de setembro de 2010

CFP suspende efeitos da Resolução CFP nº 009/2010 por seis meses

"O Conselho Federal de Psicologia suspendeu os efeitos da Resolução CFP nº 009/2010, que trata da atuação do psicólogo no sistema prisional, pelo prazo de seis meses, a partir de 02 de setembro de 2010, por meio da Resolução nº 019/2010.

Tal decisão se dá pelo Conselho acatar, em parte, a Recomendação da Procuradoria da República no Rio Grande do Sul – Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, que requereu a suspensão das Resoluções nº 009/2010 e nº 010/2010,sob pena de que o CFP responda a Ação Civil Pública.

Em face de tal Recomendação, o Conselho Federal de Psicologia informa que decidiu por não acatar a Recomendação de suspensão dos efeitos da Resolução CFP nº 010/2010, que institui a regulamentação da Escuta Psicológica de Crianças e Adolescentes envolvidos em situação de violência na Rede de Proteção, porque entende que a inquirição de crianças e adolescentes em juízo, pelo psicólogo, não corresponde aos limites do exercício da Psicologia e aos limites éticos da profissão. Tais parâmetros encontram sustentação na Lei nº 4.119/62 e no Código de Ética da Profissão (Resolução CFP nº 10/2005).

Com relação à Resolução nº 009/2010, o CFPdecidiu acatar a Recomendação. Ao fazê-lo, o CFP reafirma que essa Resolução foi aprovada pelo conjunto dos Conselhos de Psicologia sob a égide da crítica às instituições penitenciárias que, de maneira geral, não cumprem sua função de ressocialização, descumprindo a Lei de Execuções Penais no tocante à instalação da Comissão Técnica de Classificação e delegando ao exame criminológico a decisão sobre a progressão de pena. Foi em vista disso que o CPF vetou a realização do exame criminológico pelos psicólogos. Tal exame não atende aos princípios éticos e técnicos da profissão.

A suspensão da Resolução também busca resguardar psicólogos que vêm sendo ameaçados de prisão por acatar a decisão do Conselho pela não realização do exame criminológico.

A decisão do CFP é tomada na expectativa de poder defender a importância da Resolução nº 009/2010 em audiência pública indicada pela Procuradoria do Rio Grande do Sul quando da recomendação da suspensão. Tal debate será oportuno na medida em que a discussão sobre a Resolução não fique restrita à Psicologia e ao Sistema Judiciário, englobando também atores importantes nesse cenário tais como o Ministério da Justiça, a Defensoria Pública, o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) e a Pastoral Carcerária, entre outros. A Psicologia tem grande expectativa dos frutos que a expansão desse debate tão necessário à sociedade brasileira podem gerar.

Vale salientar que o CFP, em parceria com o Departamento Penitenciário Nacional e a partir do convite desse órgão, realizou, em 2005, o I Seminário Nacional sobre a Atuação do Psicólogo no Sistema Prisional e, desde então, vem provendo diversos debates sobre o tema com a categoria e sociedade.

Por fim, o CFP reafirma não haver dúvidas sobre seu papel de regular a prática profissional e sobre o acerto em regulamentar, via resoluções, a atuação do psicólogo no sistema prisional e na rede de proteção às crianças e adolescentes em situação de violência.

Conselho Federal de Psicologia

4 de setembro de 2010"

FONTE: http://www.pol.org.br/pol/cms/pol/noticias/noticia_100905_001.html

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Dia do Psicólogo

O aniversário do coadjuvante


Schaiane Ribeiro
Psicologia Nível VIII
Vice-presidente do DASCOMPLICA

No dia 27 de agosto, comemora-se o dia do Psicólogo. A isto, o que teríamos a mencionar? Muitas colocações poderiam ser aqui pautadas, entretanto, pensa-se que neste dia, o essencial não passa por discussões sobre temas polêmicos e que deveriam ser focos de discussão, afinal, no dia das mães ou no dia dos pais alguém fala sobre problemas que afetam a sociedade? No Natal e no Reveillon alguém se lembra do Ato Médico, da proibição da avaliação realizada por Psicólogos Jurídicos ou da má Interpretação e Aplicação dos Testes Psicológicos? Na Páscoa, alguém discute sobre a remuneração da categoria? Pode ser que sim, mas acredito que é bem provável que não, por isto, neste dia, falemos de outras coisas.
O homem nunca saberá quantos homens habita em sim, por isto, tornasse todos os homens do mundo em um único, e quando todos estes inquilinos da casa que habitam resolvem dialogar nem sempre concordando com as inquietudes que assolam seus pensamentos, o pobre coração, residência fixa destes inquilinos, faz com que o corpo dance e esta dança se chama vida. Nela, os passos não permitem ensaios, por isto, nem sempre são firmes, demandam paciência e tolerância. Quando o proprietário sente a dificuldade de dançar com passos firmes e percebe que o contrato do aluguel de seus inquilinos está próximo do fim, ele procura um coadjuvante que lhe permita ensaios para sua dança. O protagonista, não sabe que seus inquilinos são frutos de contextos diferentes, por isto o deixam confuso. A confusão é fruto do paroxismo atingido pelas limitações de um homem cansado, este cansaço, por conseqüência faz com que o furor das palavras se transforme em lágrimas. Então, o coadjuvante percebe que as lágrimas que lentamente brotam e repousam sobre o rosto do protagonista, desenham um caminho. O coadjuvante então, sutilmente mostra ao protagonista que mesmo longínquo, o Sol pode aquecer a alma de seus inquilinos.
Como se chama este processo? Psicologia, e tem em sua dança, vários protagonistas que buscam a permissão para o ensaio de seus passos e que neste mês aplaudem o coadjuvante que faz aniversário. Em nome do DASCOMPLICA, felicitações e votos de elevada estima e consideração a todos os profissionais da Psicologia.


Texto disponível também no blog: Psicologia e Arte: http://schaianeedias.blogspot.com e no jornal O Acadêmico

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Câmara dos Deputados: Comissão aprova piso salarial de R$ 4.650 para psicólogos

Fonte: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/149480.html
Publicado em 07/07/2010


Comissão aprova piso salarial de R$ 4.650 para psicólogos

"A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou nesta quarta-feira (7) o Projeto de Lei 5440/09, do deputado Mauro Nazif (PSB-RO), que institui o piso nacional para os psicólogos, no valor de R$ 4.650. A proposta altera a Lei 5.766/71, que criou o conselho federal da categoria.

De acordo com o projeto, o piso salarial será reajustado logo após a sanção do texto com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado entre fevereiro de 2009 e o mês anterior ao início da vigência da lei. Aumentos futuros serão concedidos anualmente, também com base no INPC.

Para o relator na comissão, deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), o piso salarial vai assegurar aos psicólogos uma remuneração proporcional às suas responsabilidades. Segundo ele, a medida evitará que esses profissionais tenham de trabalhar em vários estabelecimentos ou “desempenhar outras atividades para sobreviverem com dignidade”.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivoRito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário., já foi aprovado pela Comissão de Seguridade Social e Família. A proposta ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania."